(Source: trippingtaxi, via lugirao)
(Source: trippingtaxi, via lugirao)
My Valentine - Paul McCartney.
Featuring Natalie Portman and Johnny Depp.
Uma vez, eu li em algum lugar que para reconhecer alguém especial, basta duas coisas: olhar diretamente em seus olhos e reconhecer a si mesmo, e outra: enxergar um pontinho branco acima do ombro esquerdo. A segunda, eu acho difícil de acontecer. Mas a primeira, ah! A primeira…
É uma das melhores sensações já descobertas, sentidas, apreciadas. O brilho no olhar do outro, reconhecer-se em outra pessoa, admirar, encontrar-se e reencontrar-se. Não descobri nome pra sensações como essas. Mas são elas, que me fazem pensar o quanto Deus é e sempre foi generoso. Quando, de repente, fez tantas coisas boas, e praticamente embrulhou pra presente e meio que disse - entre linhas - :
- Toma. Especialmente pra você.
E que a forma mais bonita de agradecer à Ele, é vivenciando e sentindo cada uma dessas sensações, de corpo e alma. Vísceras e tripas. E tudo que tiver direito.
(Source: cher-la-vie, via 8-infinitte)
(Source: jaredeuriarte, via lovingdancer)
(Source: pactressia, via prasmenininhas)

(Source: pactressia, via prasmenininhas)
Você é...
Você é os brinquedos que brincou, as gírias que usava, você é os nervos a flor da pele no vestibular, os segredos que guardou, você é sua praia preferida, Garopaba, Maresias, Ipanema, você é o renascido depois do acidente que escapou, aquele amor atordoado que viveu, a conversa séria que teve um dia com seu pai, você é o que você lembra.
Você é a saudade que sente da sua mãe, o sonho desfeito quase no altar, a infância que você recorda, a dor de não ter dado certo, de não ter falado na hora, você é aquilo que foi amputado no passado, a emoção de um trecho de livro, a cena de rua que lhe arrancou lágrimas, você é o que você chora.
Você é o abraço inesperado, a força dada para o amigo que precisa, você é o pelo do braço que eriça, a sensibilidade que grita, o carinho que permuta, você é as palavras ditas para ajudar, os gritos destrancados da garganta, os pedaços que junta, você é o orgasmo, a gargalhada, o beijo, você é o que você desnuda.
Você é a raiva de não ter alcançado, a impotência de não conseguir mudar, você é o desprezo pelo o que os outros mentem, o desapontamento com o governo, o ódio que tudo isso dá, você é aquele que rema, que cansado não desiste, você é a indignação com o lixo jogado do carro, a ardência da revolta, você é o que você queima.
Você é aquilo que reinvidica, o que consegue gerar através da sua verdade e da sua luta, você é os direitos que tem, os deveres que se obriga, você é a estrada por onde corre atrás, serpenteia, atalha, busca, você é o que você pleiteia.
Você não é só o que come e o que veste. Você é o que você requer, recruta, rabisca, traga, goza e lê. Você é o que ninguém vê.
“Haverá algo mais belo que falar de todas as suas coisas para alguém como se falasse consigo mesmo?”

(via lovingdancer)